Publicado 28/02/2026 23:55

O Irã reivindica seu direito à legítima defesa no Conselho de Segurança: “Diplomacia e agressão não coexistem”

NAÇÕES UNIDAS, 1º de março de 2026 — O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realiza uma reunião de emergência sobre o ataque dos EUA e Israel ao Irã na sede da ONU em Nova York, em 28 de fevereiro de 2026. O secretário-geral da ONU, Antonio Guter
Europa Press/Contacto/Xie E

MADRID 1 mar. (EUROPA PRESS) - O representante permanente do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeed Iravani, defendeu novamente perante o Conselho de Segurança que Teerã “continuará a exercer seu direito inerente à legítima defesa de forma decisiva, proporcionada, rápida e até o fim” da operação batizada de Fúria Épica, realizada entre Israel e os Estados Unidos contra o país árabe, alegando que “diplomacia e agressão não podem coexistir”.

“A República Islâmica do Irã declarou repetidamente seu compromisso com a diplomacia e a negociação, mas nunca se renderá à pressão, à coerção ou à força. A diplomacia tem regras e princípios e não pode coexistir com a agressão”, afirmou Iravani durante uma reunião de emergência do Conselho, na qual apresentou a “flagrante agressão” dos EUA e de Israel como “uma guerra contra a Carta” das Nações Unidas.

O diplomata iraniano salientou que esta é “a segunda vez nos últimos meses” que os Estados Unidos e Israel levam a cabo uma agressão “não provocada e premeditada” contra o Irã, e rejeitou “categoricamente” os argumentos apresentados por ambas as partes, bem como pela comunidade internacional, para justificar o que considera ser “um crime de guerra e um crime contra a humanidade”. “Os EUA tentaram justificar a agressão flagrante distorcendo os fatos e baseando-se em informações falsas (...). As justificativas apresentadas hoje pelo representante dos Estados Unidos — invocar um 'ataque preventivo' — são ilegais e carecem completamente de fundamento jurídico”, denunciou durante seu discurso, reproduzido na íntegra pela agência oficial de notícias Irna.

Na mesma linha, repudiou as declarações emitidas pelos representantes de potências europeias como o Reino Unido ou a França, que também acusou de utilizar afirmações — sobre o programa nuclear iraniano — “desprovidas de fundamento jurídico-factual”.

Iravani invocou a proibição do uso da força e o direito “inerente e legítimo” dos Estados de se defenderem, ambos contemplados na Carta da ONU, para reiterar que “o Irã continuará exercendo seu direito à legítima defesa com determinação e prontidão até que a agressão cesse completa e claramente”, mas sempre respeitando “a soberania e a integridade territorial de seus países vizinhos”.

Assim sendo, o representante iraniano exigiu ao Conselho de Segurança que exija aos Estados Unidos e a Israel “a cessação imediata do uso ilegal da força, incluindo qualquer ameaça explícita ou implícita contra o Irã, e que exija garantias vinculativas de não repetição”, e que assegure que ambas as potências assumam a sua “plena responsabilidade” por todos os danos — materiais e morais — causados.

“Senhor Presidente, permita-me concluir com uma verdade simples e inegável: Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã. Eles violaram o Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas e devem prestar contas. O Conselho de Segurança deve agir agora e deter imediatamente esses atos de agressão. O silêncio é cumplicidade neste crime”, concluiu o embaixador iraniano na ONU.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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