Icana / Zuma Press / Europa Press
MADRID 20 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Parlamento do Irã, Mohamad Baqer Qalibaf, reiterou neste domingo que não será permitida a livre passagem pelo estreito de Ormuz até que sejam aceitas as condições apresentadas por Teerã, entre as quais estão o levantamento das sanções e o fim das hostilidades.
“Nos últimos sete meses, demonstramos que não nos rendemos diante da agressão”, afirmou Qalibaf durante uma sessão do Parlamento, na qual explicou a necessidade de lutar e negociar ao mesmo tempo.
“Rejeitar qualquer interação ou diplomacia, sem avaliar as probabilidades, leva, na prática, o país ao desgaste e a uma guerra sem fim”, advertiu o presidente do Parlamento, que também criticou aqueles que subestimam a capacidade das Forças Armadas iranianas e apostam na rendição.
Trata-se de dois erros que, por um lado, mantêm o Irã “em uma crise permanente” e, por outro, “entregam os recursos nacionais e a dignidade ao inimigo”, que “sabe muito bem” que, enquanto as condições não forem cumpridas, não forem reconhecidos os direitos legítimos do povo iraniano e não forem cumpridos os compromissos dos Estados Unidos, “não haverá margem alguma para abrir o Estreito de Ormuz”.
Nesse sentido, Qalibaf alertou que o Irã tem a capacidade de “fazer o inimigo recuar e desferir golpes contundentes” como passo prévio a qualquer negociação, a fim de “consolidar essas vantagens” em uma hipotética mesa de negociações, segundo informa a agência de notícias Fars.
“A antiga ordem norte-americana na Ásia Ocidental desmoronou-se e os países islâmicos da região devem consolidar uma nova (...) demonstraremos que o caminho do futuro não será determinado por súplicas, mas sim com racionalidade, coragem e luta”, enfatizou o presidente do Parlamento iraniano.
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