MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, garantiu nesta segunda-feira que Teerã “não quer guerra, mas está totalmente preparada para uma” e apostou em “negociações justas” com os Estados Unidos para abordar as divergências existentes, em meio ao recente aumento das tensões e diante das ameaças de intervenção do presidente norte-americano, Donald Trump.
“O Irã não quer uma guerra, mas está totalmente preparado para uma guerra”, afirmou Araqchi. “Também estamos preparados para negociações, mas que sejam justas, com os mesmos direitos e respeito mútuo”, afirmou ele perante embaixadores estrangeiros, segundo a emissora de televisão pública iraniana IRIB.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, afirmou nesta segunda-feira que o canal de comunicação com os Estados Unidos “está aberto”. “Quando necessário, mensagens são trocadas por meio dele”, destacou, antes de enfatizar que o Irã “sempre se manteve fiel ao princípio da diplomacia e da negociação”.
Pouco antes, Araqchi havia denunciado que as manifestações deram origem à violência para dar uma “desculpa” aos Estados Unidos para intervir. “Estava totalmente claro que havia planos para tirar os manifestantes do caminho e gerar caos social”, disse ele, ao mesmo tempo em que indicou que “o objetivo era aumentar o número de mortos nos protestos porque Trump disse que interviria se o número de mortos aumentasse”.
Por outro lado, o ministro destacou que o país está agora passando por uma terceira fase, que começou em 10 de janeiro, e que resultou em “uma situação sob controle”, depois que uma organização não governamental HRANA, fundada em 2005 e sediada nos Estados Unidos, estimou em mais de 500 o número de mortos durante os protestos.
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