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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã reiteraram nesta terça-feira que não negociarão “sob ameaça e força” e afirmaram que os Estados Unidos deveriam “ter percebido esse fato”, diante das dúvidas em torno de uma possível segunda rodada de contatos no Paquistão para tentar chegar a um acordo para o fim da ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro pelas forças israelenses e americanas contra o país asiático.
“É uma verdade universalmente reconhecida que um país que possui uma grande civilização não negociará sob ameaça e força”, afirmou o embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moqadam, por meio de uma mensagem publicada nas redes sociais.
Assim, ele argumentou que “este é um princípio substancial, islâmico e teológico”. “Gostaria que os Estados Unidos tivessem percebido isso”, assinalou, poucas horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, reiterar suas ameaças contra o país asiático.
O ocupante da Casa Branca garantiu que o Irã se sentará à mesa de negociações em Islamabad e advertiu que, caso contrário, Teerã “enfrentará problemas nunca antes vistos”. Nesse sentido, ele sinalizou que espera que Teerã chegue a um acordo “justo” e que possa, assim, iniciar a reconstrução “sem armas nucleares”.
O próprio Trump confirmou na segunda-feira que a delegação dos Estados Unidos, liderada pelo vice-presidente JD Vance, está a caminho do Paquistão para uma nova rodada de negociações de paz com o Irã, embora Teerã ainda não tenha confirmado se estará presente, em meio às suas denúncias de violações por parte de Washington do cessar-fogo de duas semanas acordado em 8 de abril, que expira nesta mesma terça-feira.
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