Publicado 01/02/2026 20:47

O Irã publica os nomes de quase 3.000 vítimas mortais dos protestos, com mais de uma centena ainda por identificar.

26 de janeiro de 2026, Teerã, Teerã, Irã, República Islâmica do: O presidente iraniano Masoud Pezeshkian realiza uma reunião com governadores provinciais para discutir questões administrativas e de desenvolvimento locais, como parte dos esforços contínuos
Europa Press/Contacto/Iranian Presidency Office a

MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) -

O Irã publicou neste domingo uma lista com os nomes de cerca de 3.000 vítimas mortais na onda de protestos que assolou o país durante o último mês e que, segundo Teerã, deixou 3.117 mortos, dos quais mais de uma centena ainda não foram identificados, embora organizações civis tenham apontado para números que rondam os 6.000 mortos.

“Gostaria de informar com tristeza à nobre nação do Irã que o número total de vítimas dos recentes acontecimentos, conforme informado anteriormente, é de 3.117”, afirmou a Presidência do Irã, exercida por Masud Pezeshkian, em um comunicado.

O texto, que afirma que o país “chora” com as famílias “a perda de seus entes queridos”, critica os “inimigos históricos e detratores” do Irã, aos quais, sem alusões específicas, acusa de “negociar com a vida das pessoas como se fossem um número e tentar obter benefícios políticos adicionando-as à sua conta”, em linha com o argumento reiterado de Teerã de que nos protestos havia “terroristas” apoiados pelos Estados Unidos e Israel para elevar o número de vítimas com o objetivo de provocar uma intervenção militar.

Em contrapartida, Pezeshkian apresentou-se como “guardião dos seus direitos” com base no pacto que fez com a nação” num documento em que defendeu que “o dever moral e humano do povo, do governo e das autoridades é prestar a devida atenção ao sofrimento adicional dos sobreviventes de todos aqueles que perderam a vida”.

“Todas as vítimas desses recentes incidentes e distúrbios eram filhos desta terra, e nenhuma pessoa em luto deve ficar em silêncio e indefesa”, enfatizou na nota que precede uma lista de 2.986 pessoas, contra um total de 3.117 reconhecido por Teerã.

A diferença de 131, indicou o presidente, “deve-se à identidade desconhecida de várias pessoas e às discrepâncias no registro do documento nacional de identidade de várias vítimas no Sistema de Registro Civil, que será apresentado na lista complementar assim que for corrigido”.

Além disso, Pezeshkian informou sobre um sistema que será lançado nas próximas 48 horas e cujo objetivo é “que qualquer nova informação e reclamação possa ser examinada e verificada sem complicações administrativas e com respeito à dignidade e à privacidade, e para que todas as possíveis ambiguidades possam ser respondidas de forma correta e exaustiva”.

“Esperamos que, sob a sombra da unidade, com simpatia e esforços para atender às vítimas e aos afetados pelos recentes e infelizes acontecimentos, possamos testemunhar o retorno de uma maior paz e o fortalecimento da solidariedade nacional em nosso querido Irã”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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