Publicado 14/09/2026 06:39

O Irã protesta junto à Áustria contra o bloqueio à viagem do chefe da agência nuclear a Viena devido à “pressão” dos EUA

Archivo - Arquivo - O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI), Mohamed Eslami
Rouzbeh Fouladi/ZUMA Press Wire/ DPA - Arquivo

MADRID 14 set. (EUROPA PRESS) -

O governo do Irã convocou nesta segunda-feira o encarregado de negócios da Áustria em Teerã para protestar contra a recusa de Viena em permitir a entrada no país do chefe da Agência de Energia Atômica do Irã (AEAI), Mohamed Eslami, que tinha previsto participar de uma reunião da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na capital austríaca.

De acordo com informações coletadas pela rede de televisão pública iraniana, IRIB, Eslami e o restante da delegação iniciaram no sábado sua viagem a Viena, mas teriam sido obrigados a retornar a Teerã diante do que as autoridades iranianas denunciam como “pressões” dos Estados Unidos sobre a Áustria.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, explicou que as autoridades austríacas teriam negado o visto aos membros da delegação e argumentou que Washington “tenta impedir a presença e a voz do Irã em fóruns internacionais por meio de pressões a vários países”.

“A atitude do governo austríaco, na qualidade de anfitrião, é absolutamente injustificada. Esse país, em conformidade com suas obrigações, deveria ter emitido vistos para a delegação iraniana”, afirmou, ao mesmo tempo em que ressaltou que Teerã já transmitiu seu protesto ao encarregado de negócios austríaco em Teerã.

Além disso, criticou as “inúmeras contradições” em torno da situação do Irã e lamentou que “se lancem acusações, se aprovem resoluções e se elaborem relatórios falsos sobre um país, enquanto se nega aos seus representantes a permissão para estar presentes e se defender”, conforme informou a agência de notícias iraniana Mehr.

“A guerra que iniciaram contra o Irã não é apenas uma guerra militar, mas também continua nos âmbitos diplomático e jurídico, e seu objetivo é impedir que a voz do Irã chegue a outros países”, reiterou. “Utilizaremos todos os meios à nossa disposição para impedir que tal objetivo seja alcançado”, concluiu.

A situação ocorre dias depois de o Conselho de Governadores da AIEA ter aprovado, pela primeira vez em duas décadas, levar o programa nuclear de Teerã ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que foi denunciado como um “duplo padrão” em torno do caso, em pleno conflito pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o país.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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