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MADRID 4 jul. (EUROPA PRESS) -
O Irã prometeu à China que o gigante asiático terá direito a “concessões especiais” no pagamento pelo trânsito no Estreito de Ormuz, como sinal de agradecimento da República Islâmica pelo apoio prestado por Pequim, especialmente durante a guerra no Irã.
Teerã, que está negociando com os Estados Unidos um acordo de paz para pôr fim à guerra que eclodiu em fevereiro, afirma que o estreito, uma das principais rotas comerciais do mundo, permanecerá sob seu controle enquanto durarem as negociações e está planejando um sistema completo de “pedágios” que deverá ser pago por qualquer navio cargueiro que atravessar suas águas.
O embaixador do Irã na China, Abdolreza Rahmani Fazli, insistiu neste sábado, durante um fórum internacional realizado em Pequim, que, uma vez que o estreito se tornou uma questão de “segurança nacional” para o governo iraniano, em breve entrarão em vigor “os novos acordos sobre (o trânsito em) Ormuz, com a cooperação de Omã, que compartilha o estreito.
De qualquer forma, o embaixador prometeu que a China desfrutará de “considerações especiais no momento do pagamento por ser um ‘país amigo’”, assim como qualquer outro país que tenha declarado sua amizade a Teerã, segundo declarações coletadas pela Bloomberg.
Pelo menos oito navios que tentavam sair do Golfo Pérsico contornando a costa de Omã deram meia-volta entre sexta-feira e sábado, o que constitui o sinal mais recente de que a reabertura do estreito continua envolvendo grande complexidade.
Os Estados Unidos e os países árabes do Golfo insistem que o Irã e Omã não podem cobrar taxas de nenhum tipo pelo uso dessa rota marítima. No entanto, algumas nações europeias já consideram certo que os navios que transitarem por esse ponto estratégico deverão pagar algum tipo de tarifa, segundo informaram na quinta-feira fontes a par do assunto à Bloomberg.
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