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MADRID, 17 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã informaram que impedirão o retorno ao país de dois funcionários da Embaixada da França, que estiveram no centro de uma disputa no mês passado, quando foram retidos por horas sob a acusação de interferir em assuntos internos do país por causa de seu apoio a organizações civis.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, confirmou durante uma coletiva de imprensa que a disputa com a França será resolvida com a saída dessas duas pessoas, às quais será proibido o retorno a Teerã.
“Após convocar o embaixador francês, esses dois funcionários da Embaixada deixarão o país e não terão o direito de retornar ao Irã”, afirmou ele em declarações divulgadas pela agência IRIB.
Esses funcionários foram detidos e interrogados no final de julho por agentes iranianos, em um ato que Paris classificou como “intimidação” e considerou “extremamente grave”. O Ministério das Relações Exteriores da França se referiu a uma “agressão premeditada e deliberada” por parte do Irã e convocou o encarregado de negócios iraniano para expressar uma reclamação formal sobre o episódio, enquanto Teerã fez o mesmo com o representante francês no Irã.
A República Islâmica alegou que os funcionários franceses “têm antecedentes” e destacou que, sob o amparo diplomático, essas pessoas interferem nos assuntos internos do país com “ações que não se justificam de forma alguma de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961”.
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