Europa Press/Contacto/Sobhan Farajvan
MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã anunciaram nesta terça-feira a prisão de mais de 460 pessoas suspeitas de realizar atividades na Internet com o objetivo de “gerar medo” e “promover a propaganda do inimigo”, em meio à ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país — ataques desencadeados de surpresa em meio às negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
A polícia iraniana indicou em um comunicado que um total de 466 “elementos afiliados às forças hostis” foram detidos nas operações, que se enquadram nos esforços para enfrentar os “objetivos do inimigo sionista-americano” de “criar instabilidade e tirar proveito de grupos hostis” às autoridades.
“Esses elementos tentavam perturbar a tranquilidade pública, criar medo e ansiedade, promover propaganda a favor do inimigo e incitar e organizar elementos para que perturbassem a segurança através do ciberespaço”, destacou, conforme divulgado pela agência de notícias iraniana Tasnim.
Apenas algumas horas antes, o Ministério da Inteligência iraniano havia confirmado a detenção de 30 “mercenários” acusados de manter laços com Israel. As autoridades já alertaram em várias ocasiões que agirão com mão pesada contra aqueles que “colaborarem” com os Estados Unidos e Israel em meio à ofensiva.
As autoridades do Irã confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.500 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado o número para mais de 3.000 mortos.
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