Europa Press/Contacto/Sobhan Farajvan
MADRID, 16 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã anunciaram nesta quinta-feira a prisão de quatro supostos espiões do Mossad de Israel durante uma operação na província de Gilan, no norte do país, no contexto do aumento dessas operações após a ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
A Guarda Revolucionária de Guilán indicou que os detidos são “quatro agentes ligados ao Mossad” e acrescentou que “entregaram fotografias e localizações de centros militares e de segurança sensíveis e importantes” durante a ofensiva, conforme informou a agência de notícias iraniana IRNA.
Além disso, destacou que os suspeitos já foram levados à justiça e advertiu que “qualquer movimento e esforço contra a segurança nacional dentro e fora das fronteiras está sob o escrutínio e a supervisão da Guarda Revolucionária e das forças de segurança”.
Por sua vez, o chefe do sistema judiciário iraniano, Golamhosein Mohseni Ejei, reiterou nesta mesma quinta-feira que “aqueles que cooperaram com o inimigo devem enfrentar medidas decisivas”, em linha com seus apelos para acelerar os processos abertos contra esses suspeitos.
“Não se deve subestimar as ações de uma pessoa que colabora com o inimigo agressor”, afirmou, conforme divulgado pela emissora de televisão pública iraniana, IRIB. “A lei estabelece claramente a responsabilidade daqueles que fornecem informações ao inimigo e não deve haver qualquer tipo de contenção ou indulgência nesta questão”, concluiu.
Ejei solicitou em várias ocasiões penas severas contra os responsáveis por atividades de espionagem e apoio aos Estados Unidos e a Israel durante a referida ofensiva, lançada em meio a um novo processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irã para tentar alcançar um novo acordo nuclear. Atualmente, está em vigor um cessar-fogo de duas semanas, acordado em 8 de abril.
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