MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã anunciaram nesta terça-feira a prisão de 30 “mercenários” acusados de manter laços com Israel, em meio à ofensiva israelo-americana desencadeada em 28 de fevereiro contra o país, no contexto das negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
O Ministério da Inteligência iraniano informou que essas pessoas foram detidas em operações nas províncias de Hamedã, Lorestão e Kerman, antes de especificar que 24 desses “traidores” enviaram a Israel e aos Estados Unidos “coordenadas de locais militares, policiais e das forças de segurança”.
Além disso, ressaltou que as forças de segurança apreenderam, durante as operações, onze aparelhos Starlink e armas de fogo, acrescentando que outros quatro detidos são suspeitos de “coletar informações” em favor dos serviços de inteligência de Israel.
O ministério precisou que os outros dois “terroristas” foram detidos enquanto “tentavam transportar armas” em Kerman, sem fornecer mais detalhes a respeito, conforme noticiado pela rede de televisão pública iraniana, IRIB.
O chefe do poder judiciário iraniano, Golamhosein Mohseni Ejei, advertiu em várias ocasiões que as pessoas que “colaborarem” com os Estados Unidos e Israel terão seus bens no país apreendidos e lembrou que elas também se expõem a serem condenadas à pena de morte.
As autoridades do Irã confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.500 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado o número para mais de 3.000 mortos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático