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MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã fizeram, nesta sexta-feira, um apelo à população para que reduza o consumo de eletricidade diante da pressão sobre a rede causada pelo “calor extremo” e pelos “ataques” dos Estados Unidos contra “instalações de abastecimento” na região sul do país, em meio à troca de ataques dos últimos dias, apesar do cessar-fogo acordado em abril e do memorando de entendimento assinado em junho.
O Ministério da Energia iraniano indicou, em um comunicado publicado nas redes sociais, que pede aos cidadãos que “desliguem os aparelhos de ar-condicionado por uma hora” para “ajudar a garantir um fornecimento estável de energia elétrica às províncias do sul, atualmente sujeitas a um calor extremo e a ataques contra instalações de abastecimento”.
“Se cada um de nós fizer esse pequeno favor, poderemos ajudar a proporcionar um melhor fornecimento de eletricidade à população do sul do país, reduzindo a carga sobre a rede e aliviando a pressão sobre a rede elétrica nacional”, afirmou. “Uma hora de colaboração, um passo eficaz para garantir eletricidade sustentável diante do calor insuportável no sul”, destacou.
O vice-ministro da Energia do Irã, Mustafa Rayabi Mashhadi, destacou que o ministério busca “minimizar as restrições de energia nas regiões do sul, especialmente nas áreas afetadas pela guerra”. “Se as condições melhorarem e a demanda diminuir, será dada prioridade ao fornecimento de eletricidade a essas regiões”, argumentou.
“A política do Ministério da Energia é que, ao impor possíveis restrições, as regiões do sul do país e as áreas tropicais sejam consideradas especialmente sensíveis e sofram menos pressão do que outras partes do país”, esclareceu ele, de acordo com um segundo comunicado divulgado pelo ministério.
Os Estados Unidos vêm lançando ataques contra o Irã há vários dias, alegando violações do memorando de entendimento, algo rejeitado por Teerã, que denunciou violações do cessar-fogo e respondeu com ataques contra interesses americanos na região, o que gerou temores de um colapso nas negociações para um acordo de paz.
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