Europa Press/Contacto/Gavriil Grigorov/Kremlin Poo
MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas afirmaram nesta sexta-feira que um possível acordo definitivo para pôr fim à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel depende da capacidade de Washington de deixar de lado suas exigências “excessivas”, declaração que surge no momento em que o presidente norte-americano, Donald Trump, afirma estar se preparando para tomar uma “decisão final” sobre o acordo.
“Alcançar um acordo depende do fim dessa atitude por parte dos Estados Unidos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, após manter uma conversa por telefone com seu homólogo de Omã, Badr al Busaidi, depois que Trump ameaçou na quinta-feira “destruir” o país se ele “não se comportar”.
Araqchi insistiu, assim, que é de vital importância que os Estados Unidos ponham fim às suas “posturas mutáveis e contraditórias”. Além disso, enfatizou que o país “continuará defendendo com firmeza seus direitos e interesses legítimos”, segundo informações coletadas pela agência de notícias Jabar.
O ministro aproveitou a ocasião para elogiar, por sua vez, a postura de Omã desde o início do conflito, especialmente “em seu papel de mediador”, mas também em questões “relacionadas à paz e à estabilidade regionais”. “Essa postura, é claro, esbarrou no descumprimento, por parte dos Estados Unidos, de suas promessas”, explicou.
Sobre as ameaças dos Estados Unidos contra Omã, ele expressou sua “solidariedade” com o país diante de “qualquer ameaça”. “Abordamos a situação no Estreito de Ormuz e o futuro da região dentro do que determina o Direito Internacional”, explicou, antes de ressaltar que “acolhe com satisfação as consultas com todos os países vizinhos”.
Pouco antes, Trump anunciou que se reunirá com sua equipe na Sala de Crise da Casa Branca para adotar uma resposta “definitiva” sobre o conflito. Os Estados Unidos confirmaram na quinta-feira um acordo preliminar com o Irã para prorrogar a trégua por mais dois meses e garantir a passagem pelo Estreito de Ormuz, um documento pelo qual as partes se comprometeriam a iniciar conversações sobre o programa nuclear iraniano, mas que, segundo Teerã, ainda não estaria finalizado.
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