Publicado 03/07/2026 09:01

O Irã pede que o acordo preliminar com os EUA seja cumprido e avisa que buscará a responsabilização pelos crimes de guerra

Archivo - Arquivo – 1º de fevereiro de 2026, Teerã, Irã: O presidente do Parlamento iraniano, MOHAMMAD BAGHER GHALIBAF, vestindo um uniforme do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), participa de uma sessão do Parlamento em Teerã.
Europa Press/Contacto/Icana - Arquivo

MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades do Irã exigiram nesta sexta-feira a aplicação do acordo preliminar firmado com os Estados Unidos para pôr fim às hostilidades no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que alertaram que buscarão a prestação de contas pelos crimes de guerra cometidos contra a República Islâmica.

“A República Islâmica do Irã enfatiza a aplicação integral de todas as cláusulas do acordo. O Irã apoia as 14 cláusulas do acordo alcançado e ressalta a importância de sua aplicação integral”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, após se reunir com o presidente do Turcomenistão, Gurbanguly Berdimuhamedow, que está de visita ao país para participar do funeral do líder supremo Ali Khamenei, falecido nos bombardeios norte-americanos em 28 de fevereiro passado.

Nesse sentido, Qalibaf advertiu que Teerã responderá a possíveis violações do acordo. “Se a outra parte agir de outra forma, a República Islâmica do Irã enfrentará esses países com firmeza”, reiterou ele, em declarações divulgadas pela agência ISNA.

Em outra reunião, o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, comunicou à delegação da China, Namíbia e Afeganistão, que se deslocou ao país da Ásia Central para participar do funeral do histórico líder do Irã, que o país “perseguirá” em fóruns internacionais os crimes de guerra cometidos contra o Irã.

“Atacar centros civis e assassinar pessoas inocentes é um exemplo claro de comportamento contrário às normas internacionais aceitas”, afirmou.

Nesse sentido, Pezeshkian afirmou que Teerã exigirá que os responsáveis prestem contas e, para isso, “utilizará todos os seus recursos jurídicos e diplomáticos”. “Espera-se que nenhum país permita que seu território, instalações ou recursos sejam colocados à disposição de agressores para agir contra a nação e a soberania da República Islâmica do Irã”, concluiu.

Os restos mortais do antigo líder supremo do Irã foram transferidos nesta sexta-feira para a mesquita Gran Mosalla, em Teerã, em preparação para o início das cerimônias em sua homenagem, que terão início ainda hoje e se estenderão até 9 de julho. O caixão que contém os restos mortais de Jamenei, pintado com a bandeira do Irã, foi levado por várias pessoas para o interior da mesquita.

Líder do país desde a morte do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini, em 1989, Jamenei foi assassinado junto com vários membros de sua família no início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, após o que foi substituído por seu filho Mojtaba Jamenei, que ficou ferido nesse mesmo bombardeio, sem ter aparecido em público desde então.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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