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MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, ordenou o levantamento das restrições ao acesso à internet impostas em meio à violência e à repressão dos protestos ocorridos no país em janeiro deste ano, cujo balanço de vítimas chegou a mais de 3.100 mortos.
Pezeshkian comunicou ao Ministério das Comunicações o decreto para o restabelecimento do serviço de internet à situação anterior a janeiro de 2026, conforme informou a agência semioficial iraniana Fars, que cita fontes do ministério em questão.
O presidente retirou, assim, as restrições impostas oficialmente como medidas contra a espionagem e como proteção contra ataques cibernéticos a infraestruturas críticas, bem como para evitar interrupções na prestação de serviços públicos em áreas como o setor bancário e as plataformas nacionais — todas ameaças que Teerã consideraria agora parcialmente superadas.
As autoridades iranianas decretaram a restrição do acesso à internet em torno dos referidos protestos, que começaram para clamar contra a crise econômica e a piora da qualidade de vida, e no âmbito dos quais Teerã confirmou a morte de 3.117 pessoas, em sua maioria civis e membros das forças de segurança. No entanto, a ONG Human Rights Activist in Iran, com sede nos Estados Unidos, elevou o total de vítimas fatais em seu último balanço para mais de 7.000.
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