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MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã discutiram nesta quarta-feira com as dos Emirados Árabes Unidos a situação na região do Golfo, em meio ao cessar-fogo de duas semanas na guerra do Irã, bem como a “redução da escalada na região”.
Especificamente, o presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, e o vice-presidente dos Emirados, Mansur bin Zayed al Nahyan, mantiveram uma conversa telefônica na qual discutiram as formas de reduzir a escalada na região.
“Eles mantiveram uma conversa por telefone durante a qual ambas as partes discutiram os acontecimentos regionais e as formas de reduzir a escalada na região”, informou a WAM, a agência oficial de notícias dos Emirados.
Trata-se de um contato incomum entre os dois países, o primeiro desde que as tensões no Golfo se agravaram devido às represálias do Irã contra os países vizinhos, após o ataque em grande escala lançado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que resultou na morte do líder supremo, Ali Jamenei, e grande parte da cúpula política e militar do país, além de um saldo de mais de 3.300 mortos, segundo o balanço oficial da República Islâmica.
Nesse período, os Emirados têm sido o principal alvo dos ataques iranianos, em suas retaliações regionais, e, nessas semanas, neutralizaram mais de 2.800 mísseis e drones lançados de Teerã. O reino do Golfo avisou que reavaliará suas relações com os países vizinhos após os ataques do Irã contra infraestruturas energéticas, insistindo na necessidade de colocar em primeiro lugar as “prioridades nacionais”.
Enquanto isso, o Irã continuou demonstrando beligerância em relação a vários países da região, aos quais exige reparações por permitirem “que seus territórios sejam utilizados” por seus agressores, em alusão aos Estados Unidos e suas operações militares na ofensiva surpresa. Assim, estendeu essa exigência ao Bahrein, à Arábia Saudita, ao Catar, aos Emirados Árabes Unidos e à Jordânia.
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