Publicado 09/04/2026 10:42

O Irã nega que vá suspender o enriquecimento de urânio, apesar das exigências dos EUA e de Israel

Archivo - Arquivo - 2 de novembro de 2025, Teerã, Irã: MOHAMMAD ESLAMI, da Organização de Energia Atômica do Irã, discursa durante uma visita com o presidente iraniano às instalações nucleares do país em Teerã. Durante a visita à Organização de Energia At
Europa Press/Contacto/Iranian Presidency - Arquivo

MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -

O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI), Mohamad Eslami, negou nesta quinta-feira que Teerã vá interromper o enriquecimento de urânio, apesar de essa ser uma das principais exigências dos Estados Unidos e de Israel no âmbito do processo de negociações para chegar a um acordo definitivo que ponha fim à guerra.

“As pretensões e exigências dos inimigos para limitar o programa de enriquecimento do Irã são meros desejos que irão para a sepultura”, afirmou Eslami à agência de notícias ISNA durante a cerimônia em homenagem à morte do líder supremo Ali Khamenei, falecido há 40 dias em um ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel.

Assim, ele ressaltou que “nenhuma lei nem pessoa” pode deter o Irã. “Todas as conspirações e ações dos inimigos, incluindo esta guerra brutal, não surtiram efeito. Agora que pretendem chegar a uma solução por meio de negociações, fazem-no apenas para seu próprio benefício e o dos sionistas”, argumentou.

Está previsto que as delegações de Teerã e Washington iniciem negociações nesta sexta-feira na capital do Paquistão, Islamabad, para tentar avançar rumo a um acordo definitivo após o cessar-fogo acordado entre as partes, que inclui também a reabertura do Estreito de Ormuz, que estava bloqueado desde o início da ofensiva em 28 de fevereiro passado.

Embora a proposta de acordo apresentada pelo Irã inclua, em uma de suas dez cláusulas, que Washington deve aceitar o enriquecimento de urânio, o “roteiro” de 15 pontos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exige o desmantelamento das usinas nucleares iranianas e a entrega do urânio enriquecido à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O inquilino da Casa Branca afirmou, de fato, na véspera que trabalhará com Teerã para recuperar os 400 quilos de urânio enriquecido que supostamente se encontram “enterrados” em instalações nucleares em troca do levantamento das sanções.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou no início de março que “não há provas de que o Irã esteja fabricando uma bomba nuclear”, embora tenha considerado preocupante o fato de Teerã não ter concedido “pleno acesso” aos inspetores da agência para verificar suas instalações nucleares.

A ofensiva lançada de surpresa no último dia 28 de fevereiro deixou mais de 3.000 mortos, segundo números divulgados pelas autoridades iranianas um dia após a entrada em vigor do acordo temporário de cessar-fogo de duas semanas, mediado pelo Paquistão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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