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MADRID 27 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã negaram ter solicitado negociações com os Estados Unidos, ressaltando que não há contatos em andamento e que, neste momento, o país da Ásia Central está focado em sua defesa, em um momento em que Washington e Teerã interromperam a espiral de ataques após treze noites consecutivas.
“As alegações de que o Irã solicitou negociações diretas são falsas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, em uma coletiva de imprensa divulgada pela agência IRNA, na qual classificou essa alegação como uma “invenção” dos Estados Unidos, depois que tanto o presidente, Donald Trump, quanto o secretário de Estado, Marco Rubio, insistiram que Teerã está “implorando” para negociar o fim da guerra.
Nesse contexto, o porta-voz iraniano ressaltou que a abordagem atual de Teerã está voltada para a defesa e não para a condução de negociações, após negar que mantenha contatos com Washington e lembrar que “as únicas conversas em andamento” são as negociações bilaterais com Omã para a gestão do Estreito de Ormuz.
Após a cessação dos ataques, após treze dias de troca de bombardeios, Baqaei evitou falar em trégua e atribuiu esse cenário à “prudência” das Forças Armadas iranianas, alertando, no entanto, que “qualquer ação dos Estados Unidos receberá uma resposta imediata e contundente”.
Baqaei destacou, durante a coletiva de imprensa, os descumprimentos do acordo preliminar com os Estados Unidos, apontando especificamente para aspectos relativos à passagem pelo Estreito de Ormuz, que estabelece que caberá ao Irã definir as regras para a travessia, e ressaltou que Teerã “não deve ser considerada responsável pela situação atual”, apontando Washington como responsável pela situação.
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