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MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -
Um porta-voz do Quartel-General Central de Jatam al Anbiya (KCHG) negou nesta terça-feira estar por trás dos ataques denunciados nos últimos dias pelos Emirados Árabes Unidos e advertiu que responderá de forma “contundente” a qualquer ação contra o Irã lançada a partir daquele país.
Em um comunicado divulgado pela emissora de televisão estatal IRIB, ele garantiu que o Exército iraniano “não realizou nenhuma operação com mísseis ou drones contra os Emirados Árabes Unidos nos últimos dias” e destacou que, nesse caso, as forças iranianas teriam “anunciado de forma inequívoca e explícita”.
Assim, o porta-voz desmentiu de forma “categórica” as declarações do Ministério da Defesa dos Emirados, que nesta mesma terça-feira indicou ter interceptado novos mísseis e drones provenientes do Irã, considerando que elas carecem “totalmente de fundamento”.
"Os problemas não podem ser resolvidos, nem o clima internacional pode ser distorcido, por meio de calúnias, acusações e do papel de vítima", afirmou, ao mesmo tempo em que criticou as autoridades dos Emirados Árabes Unidos por, “em vez de ‘enfrentar e se recusar a cooperar’ com os Estados Unidos e Israel, estarem ‘lançando uma ofensiva midiática, formulando acusações infundadas e divulgando propaganda contra o Irã’”.
Nessa linha, o Exército iraniano acusou Abu Dhabi de ter-se “tornado hoje uma das principais bases americanas e sionistas” e “a principal causa da insegurança na região”, e exortou os funcionários e dirigentes dos Emirados a não caírem na “armadilha dos americanos e dos sionistas”.
Além disso, advertiu que Teerã responderá de forma “contundente” a qualquer ataque lançado contra seu território, “ilhas, portos e costas”, e assegurou que “qualquer concessão feita diante de sua propaganda e de sua ajuda aos inimigos da comunidade islâmica e do Irã foi feita exclusivamente em prol da segurança de (seus) irmãos muçulmanos daquele país”.
Essas declarações surgem depois que as autoridades dos Emirados informaram que suas defesas antiaéreas interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã, apesar do cessar-fogo em vigor, e um dia após denunciarem um ataque contra uma instalação petrolífera e um navio que transitava pelo estreito de Ormuz, razão pela qual decidiram restringir seu espaço aéreo até 11 de maio.
Os Emirados se tornaram o principal alvo das retaliações regionais do Irã após o ataque lançado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, no qual morreu o então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, além de outros altos cargos.
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