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MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -
O sistema judiciário do Irã negou que as autoridades do país asiático tenham libertado uma mulher norte-americana detida no país em 2024, contrariando o anúncio feito na quarta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem acusou de “divulgar notícias falsas”.
De acordo com informações coletadas pelo portal de notícias iraniano Mizan, vinculado ao sistema judiciário do Irã, “as investigações não indicam que qualquer prisioneiro ou espião norte-americano com as características anunciadas por Trump — ou qualquer outra característica — tenha sido libertado ou trocado de prisões iranianas”.
“O histórico de delírios de Trump ao anunciar esse tipo de notícia não termina com este caso”, destacou, antes de acusar o presidente de divulgar informações falsas sobre a “execução iminente” de oito mulheres, algo que as autoridades iranianas negaram.
O presidente dos Estados Unidos afirmou na quarta-feira que o Irã havia libertado uma cidadã americana detida no final de 2024 e disse que ela já estava a caminho dos Estados Unidos. Além disso, afirmou que se tratava de um “gesto de boa vontade” por parte de Teerã em meio às sucessivas ondas de ataques trocados desde a semana passada entre a República Islâmica e as forças mobilizadas por Washington no Oriente Médio.
“O Irã permitiu que uma cidadã americana, que foi detida injustamente em dezembro de 2024 durante a ‘presidência’ do ‘Sleepy’ (sonolento) Joe Biden, deixasse o país”, disse ele em uma mensagem nas redes sociais, antes de garantir que a americana supostamente libertada “está a salvo fora do Irã e em boas condições”.
Em seguida, Jared Genser, advogado da mulher em questão, identificada como Dena Karari, também confirmou sua libertação e disse que ela estava a caminho dos Estados Unidos. “Tenho o enorme prazer de informar que minha cliente, a cidadã americana Dena Karari, que estava presa no Irã desde dezembro de 2024 sob acusações falsas, já está livre”, concluiu.
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