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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã apresentaram nesta terça-feira uma ação contra os Estados Unidos perante um tribunal de arbitragem com sede em Haia, na Holanda, por terem perpetrado uma “agressão militar” contra o país e “atacado suas instalações nucleares”, além de “impor sanções econômicas” e “ameaçar recorrer à força”.
Teerã apresentou a ação perante o Tribunal de Reclamações Irã-Estados Unidos, criado na cidade holandesa em 1981 como parte dos Acordos de Argel para resolver a crise dos reféns, que teve início em 1979, mas terminou dois anos depois, segundo informações coletadas pela emissora de televisão iraniana IRIB.
Agora, as autoridades iranianas apontam que os Estados Unidos teriam violado “suas obrigações internacionais” com a ofensiva de doze dias desencadeada em conjunto com Israel contra o país no último mês de fevereiro, uma guerra que se encontra atualmente sujeita a uma trégua frágil.
O primeiro parágrafo desses acordos de Argel demonstra o compromisso dos Estados Unidos de “não interferir, direta ou indiretamente, política ou militarmente, nos assuntos internos do Irã”. Esses acordos foram negociados pelo governo argelino e assinados na capital do país norte-africano.
É por isso que o Irã solicitou ao tribunal que “responda pela violação dos acordos, ordene aos Estados Unidos que ponham fim imediato a toda interferência nos assuntos internos do Irã e exija que os Estados Unidos ofereçam garantias para evitar a repetição de tais atos ilícitos”.
Além disso, solicita uma indenização integral pelos danos causados ao Irã. De acordo com o parágrafo 1 dos Acordos de Argel, os Estados Unidos se comprometeram a abster-se de qualquer intervenção, direta ou indireta, política ou militar, nos assuntos internos do Irã.
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