Publicado 07/02/2026 07:52

O Irã insiste em seu direito "inalienável" de enriquecer urânio após as conversações com os EUA.

6 de fevereiro de 2026, Oriente Médio, Oriente Médio, Oriente Médio: O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Al Busaidi, realizou consultas separadas com a delegação iraniana, liderada pelo ministro das Relações Exteriores Abbas Araqchi,
Europa Press/Contacto/Middle East News Agency apa

Teerã propõe um acordo sobre o enriquecimento que “tranquilize a todos” MADRID 7 fev. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, insistiu no “direito inalienável” de seu país de enriquecer urânio em suas primeiras declarações após o encontro indireto com os Estados Unidos realizado na sexta-feira sob a mediação de Omã, em uma tentativa de reconciliar posições após meses de silêncio absoluto.

“É um direito inalienável e deve continuar”, afirmou Araqchi em declarações à rede pan-árabe Al Jazira, nas proximidades do fórum internacional que o meio de comunicação está realizando em Doha (Catar).

O programa de enriquecimento de urânio iraniano foi alvo de ataques combinados de Israel e dos Estados Unidos no verão passado, numa tentativa, segundo ambos, de pôr fim às ambições nucleares da república islâmica e aos seus esforços, constantemente negados por Teerã, de se dotar de uma bomba atômica.

Araqchi garantiu que as capacidades nucleares do país não foram destruídas e afirma que o país “continua preparado para chegar a um acordo sobre o enriquecimento que tranquilize a todos”.

“Inegociável” é igualmente o programa de mísseis iraniano “porque se trata de uma questão defensiva”, segundo o ministro, que, em termos gerais, declarou que as negociações com Washington “foram um bom começo, mas ainda há um longo caminho a percorrer para gerar confiança entre nós”. Embora as conversas tenham sido indiretas, ambas as delegações, iraniana e americana, mantiveram um breve encontro. “Pelo menos pudemos apertar as mãos”, declarou Araqchi antes de reconhecer que, neste momento, “não foi fixada uma data específica para a segunda ronda de conversações”, mas tanto Washington como Teerã acreditam que “devem realizar-se em breve”.

A aproximação de Mascate não impediu o presidente americano, Donald Trump, de declarar novas sanções na mesma sexta-feira contra o Irã, como a imposição de uma tarifa para produtos de países que mantêm laços comerciais com Teerã, alegando que “as ações e políticas do governo iraniano continuam representando uma ameaça incomum e extraordinária (...) para a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado