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MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -
As Forças Armadas do Irã anunciaram na madrugada desta quinta-feira que um petroleiro sofreu uma explosão e pegou fogo após tentar atravessar “a rota minada ao sul do Estreito de Ormuz” junto com outros dois navios que também transportariam petróleo bruto e que “deram meia-volta” após o incidente, ocorrido quando tentavam atravessar a estratégica passagem marítima, segundo Teerã, “induzidos pelo Exército dos Estados Unidos”.
“Três petroleiros, provocados e induzidos pelo Exército americano assassino de crianças, tentaram atravessar a rota minada ao sul do Estreito de Ormuz. Após a explosão e o incêndio de um deles, os outros dois deram meia-volta rapidamente e voltaram”, afirmou a Guarda Revolucionária Islâmica em um comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao próprio braço militar.
Nesse contexto, o órgão militar reiterou: “O Estreito de Ormuz está sob nosso controle e, enquanto continuarem as ações atrozes dos Estados Unidos na região, permanecerá completamente fechado e nenhum petroleiro poderá entrar nem sair”. “Qualquer navio que se deixe enganar pelos Estados Unidos e tente atravessá-lo sem coordenação com a República Islâmica do Irã sofrerá o mesmo destino”, prosseguiu.
Em seguida, a Guarda Revolucionária instou Washington a “cessar suas atrocidades nesta região sensível, colocando em risco os navios mercantes e brincando com a segurança energética mundial”. “Acabem com as intervenções que não surtem nenhum efeito no mundo, exceto a crise energética e a redução dos fertilizantes agrícolas”, declarou, dirigindo-se à Casa Branca, à qual advertiu que “esses males não terão outro efeito senão um maior descrédito e a derrota irreparável que em breve sofrerá”.
Dessa forma, o órgão militar reafirmou seu controle sobre o Estreito de Ormuz depois que o Exército dos Estados Unidos, por meio de seu Comando Central (CENTCOM), negou que a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã “dê a entender que os navegantes internacionais só possam utilizar as rotas que a Guarda considerar oportunas”, classificando como “falsa” a premissa de que esse órgão militar iraniano “controle a saída e a entrada do Estreito de Ormuz”.
“O Irã não controla o Estreito de Ormuz. A via navegável internacional permanece aberta ao tráfego, independentemente das ameaças e dos ataques da Guarda Revolucionária”, afirmou o Comando Central, garantindo que, “desde o início de maio, as forças americanas ajudaram mais de 900 navios a transitar pelo estreito” e que os navios continuam cruzando essa passagem estratégica “com o apoio militar dos Estados Unidos”.
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