Publicado 22/07/2026 22:54

O Irã informa que um petroleiro pegou fogo após ter sido “inducido pelos EUA” a passar por uma rota minada no Estreito de Ormuz

Reafirma seu controle sobre a região, apesar das negativas do Exército dos Estados Unidos

Archivo - Arquivo - KHASAB, 29 de maio de 2026  -- Esta foto tirada com um celular mostra navios mercantes encalhados nas águas do Estreito de Ormuz, perto de Khasab, uma pequena cidade no norte de Omã, em 29 de maio de 2026.,Imagem: 1106562679, Licença:
Wen Xinnian / Xinhua News / Europa Press / Contact

MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -

As Forças Armadas do Irã anunciaram na madrugada desta quinta-feira que um petroleiro sofreu uma explosão e pegou fogo após tentar atravessar “a rota minada ao sul do Estreito de Ormuz” junto com outros dois navios que também transportariam petróleo bruto e que “deram meia-volta” após o incidente, ocorrido quando tentavam atravessar a estratégica passagem marítima, segundo Teerã, “induzidos pelo Exército dos Estados Unidos”.

“Três petroleiros, provocados e induzidos pelo Exército americano assassino de crianças, tentaram atravessar a rota minada ao sul do Estreito de Ormuz. Após a explosão e o incêndio de um deles, os outros dois deram meia-volta rapidamente e voltaram”, afirmou a Guarda Revolucionária Islâmica em um comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao próprio braço militar.

Nesse contexto, o órgão militar reiterou: “O Estreito de Ormuz está sob nosso controle e, enquanto continuarem as ações atrozes dos Estados Unidos na região, permanecerá completamente fechado e nenhum petroleiro poderá entrar nem sair”. “Qualquer navio que se deixe enganar pelos Estados Unidos e tente atravessá-lo sem coordenação com a República Islâmica do Irã sofrerá o mesmo destino”, prosseguiu.

Em seguida, a Guarda Revolucionária instou Washington a “cessar suas atrocidades nesta região sensível, colocando em risco os navios mercantes e brincando com a segurança energética mundial”. “Acabem com as intervenções que não surtem nenhum efeito no mundo, exceto a crise energética e a redução dos fertilizantes agrícolas”, declarou, dirigindo-se à Casa Branca, à qual advertiu que “esses males não terão outro efeito senão um maior descrédito e a derrota irreparável que em breve sofrerá”.

Dessa forma, o órgão militar reafirmou seu controle sobre o Estreito de Ormuz depois que o Exército dos Estados Unidos, por meio de seu Comando Central (CENTCOM), negou que a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã “dê a entender que os navegantes internacionais só possam utilizar as rotas que a Guarda considerar oportunas”, classificando como “falsa” a premissa de que esse órgão militar iraniano “controle a saída e a entrada do Estreito de Ormuz”.

“O Irã não controla o Estreito de Ormuz. A via navegável internacional permanece aberta ao tráfego, independentemente das ameaças e dos ataques da Guarda Revolucionária”, afirmou o Comando Central, garantindo que, “desde o início de maio, as forças americanas ajudaram mais de 900 navios a transitar pelo estreito” e que os navios continuam cruzando essa passagem estratégica “com o apoio militar dos Estados Unidos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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