Publicado 03/03/2026 13:10

O Irã garante que realizará um desdobramento de armas por "etapas" e "proporcional" ao nível das ameaças.

TEERÃ, 28 de fevereiro de 2026 — Esta foto tirada em 28 de fevereiro de 2026 mostra uma vista do centro de Teerã, no Irã. Israel lançou um ataque “preventivo” contra o Irã na manhã de sábado “para eliminar ameaças a Israel”, informou o Ministério da Defes
Sha Dati / Xinhua News / ContactoPhoto

MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) - O Ministério da Defesa do Irã explicou nesta terça-feira que o envio de armamento será feito “em etapas” e de forma “proporcional” ao nível das ameaças no âmbito da operação lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.

“A implantação de mísseis, drones e outras armas aprimoradas será feita de forma gradual e proporcional ao nível de ameaça, e não prevemos que todas as capacidades entrem em operação nos primeiros dias”, explicou o porta-voz do Ministério, Reza Talaei-Nik, segundo a agência de notícias Tasnim.

Assim, ele detalhou que a estratégia de Teerã se baseia em “aplicar a força por etapas”. “Nossas previsões de defesa mostram que a capacidade do Irã de continuar suas operações e resistir é várias vezes maior do que a estimativa do inimigo”, argumentou.

O porta-voz do ministério também se referiu ao “erro de cálculo” cometido pelos Estados Unidos e Israel, que determinaram que “nas primeiras horas e dias” da operação contra o Irã “o sistema de comando e defesa do país entraria em colapso”. “A realidade acabou sendo contrária a essa suposição”, afirmou.

Nesse sentido, afirmou que se os membros da cúpula militar iraniana morrerem como consequência dos ataques perpetrados na capital, Teerã, “as substituições serão feitas rapidamente”. “Isso faz parte do erro de cálculo do inimigo”, disse. Além disso, garantiu que “os sinais do fracasso” dos Estados Unidos e de Israel são “óbvios”. “As frequentes mudanças nos objetivos declarados pelo regime sionista e pelos Estados Unidos refletem seu medo estratégico”, concluiu. A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel deixou até o momento cerca de 800 mortos no Irã, conforme confirmado nesta terça-feira pela Cruz Vermelha. Entre os mortos estão o líder supremo iraniano, o aiatolá Alí Jamenei, e vários ministros e altos funcionários do Exército iraniano, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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