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MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Irã exigiu nesta quinta-feira que a OTAN “preste contas por todas as consequências” da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica, considerando “uma admissão clara e condenatória de cumplicidade ativa” as declarações feitas pelo secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, nas quais ele destacava o papel de alguns parceiros na colaboração com a campanha militar norte-americana.
“A Organização e seus Estados-membros que participaram da tomada de decisões devem responder por todas as consequências”, afirmou nas redes sociais o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.
O porta-voz da diplomacia de Teerã assegurou que as declarações de Rutte em uma entrevista à rede Fox News “constituem uma admissão clara e condenatória da cumplicidade ativa da OTAN em uma guerra de agressão ilegal contra um Estado-membro soberano da ONU, uma violação flagrante das normas imperativas do direito internacional e dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas”.
“A Itália e a Romênia são mencionadas explicitamente pelo secretário-geral da OTAN como participantes da agressão contra o Irã”, denuncia Baqaei, que acrescenta em sua publicação um trecho da referida entrevista em que o líder da Aliança Atlântica destacava o papel desses dois países diante das reclamações do governo de Donald Trump sobre a falta de colaboração dos aliados na guerra contra o Irã, palavras que já levaram Roma a negar ter autorizado ou permitido o uso das bases americanas em seu território para lançar ataques contra a República Islâmica.
De qualquer forma, o porta-voz iraniano exigiu que tanto a Itália quanto a Romênia, “juntamente com todos os demais países europeus que apoiaram a agressão norte-americana-israelense contra o Irã, devem explicar ao seu povo e ao mundo por que optaram por colaborar nesse ato flagrante de agressão e na prática de atrocidades em massa contra o povo iraniano”.
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