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MADRID 20 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo do Irã exigiu nesta segunda-feira que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) condene “claramente” o bombardeio realizado recentemente pelos Estados Unidos contra a usina nuclear de Darjovin, localizada no sudoeste do país e ainda em construção, no âmbito de seus últimos ataques.
“O ataque contra as instalações de Darjovin deve ser condenado pela comunidade internacional”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, que ressaltou que Teerã “espera que o diretor-geral da AIEA expresse claramente sua posição ao condenar o crime cometido pelos Estados Unidos”.
Assim, ele lembrou que o Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e destacou que as autoridades iranianas “reconhecem suas obrigações decorrentes do tratado e também têm expectativas (relacionadas à sua adesão ao acordo)”, conforme informou a agência de notícias iraniana Tasnim.
O governo iraniano denunciou o ataque no domingo, após o que a AIEA informou que a instalação, localizada às margens do rio Karun, “encontra-se nos estágios iniciais de construção” e “não continha material nuclear” quando seus inspetores a visitaram pela última vez.
Nesse sentido, o diretor-geral da agência, Rafael Grossi, afirmou que o ataque “não representa nenhum risco radiológico”, mas reiterou seu apelo “à moderação militar nas proximidades de todas as instalações relacionadas à energia nuclear”, sem chegar a condenar o bombardeio, como exige Teerã.
Os Estados Unidos vêm lançando ataques contra o Irã há vários dias, alegando violações do memorando de entendimento, algo rejeitado por Teerã, que denunciou violações do cessar-fogo e respondeu com ataques contra interesses norte-americanos na região, o que gerou temores de um colapso nas negociações para um acordo de paz.
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