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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã executaram nesta terça-feira um homem acusado de fazer parte do grupo jihadista Ansar al Furqan, que atua principalmente na província de Sistão e Baluchistão (sudeste) e defende reivindicações separatistas para a comunidade balúchi, residente nessa região e do outro lado da fronteira com o Paquistão.
O homem, identificado como Abduljalil Shahbajs, era “um membro treinado” do grupo, que mantém laços com a organização terrorista Al Qaeda, razão pela qual foi acusado de “rebelião armada” e “pertença a um grupo terrorista” por participar de ataques contra as forças de segurança em nome da organização, segundo informou a emissora pública iraniana, IRIB.
De acordo com essas informações, a sentença decorreu de “provas sólidas” obtidas de seus dispositivos de comunicação e de sua “confissão explícita”. O homem foi enforcado em uma prisão do país após o veredicto ter sido ratificado pela Suprema Corte.
O grupo, fundado em 2013, reivindicou diversos ataques contra as forças iranianas em Sistão e Baluchistão, região onde também opera o grupo Jaish al Adl, fundado em 2012 por ex-membros de uma organização extremista na província, onde vivem membros da minoria balúchi — que professa principalmente o islamismo sunita.
O Irã tem solicitado em várias ocasiões ao Paquistão — que também enfrenta operações de grupos separatistas baluchis no oeste do país e que considera o Ansar al Furqan um grupo terrorista — que intensifique sua cooperação para combater essas organizações, uma vez que os responsáveis por vários ataques fugiram posteriormente através da fronteira comum.
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