MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã executaram nesta quinta-feira um homem proveniente de um país estrangeiro, condenado por acusações relacionadas aos protestos antigovernamentais ocorridos entre o final de dezembro e o início de fevereiro.
O homem foi identificado como Ghaem Hoseini, também conhecido como Arian, que teria se visto “envolvido” nos “distúrbios” ocorridos no contexto das manifestações, cuja origem residia na tentativa de denunciar a crise econômica e a deterioração da qualidade de vida no país.
As informações indicam que sua “participação resultou na morte de quatro policiais iranianos, razão pela qual ele foi enforcado antes mesmo de seu caso chegar à Suprema Corte, segundo informações coletadas pela agência iraniana Tasnim.
As autoridades, que não especificaram sua origem, explicaram que ele foi executado após a conclusão de “todos os procedimentos legais” e após ser considerado culpado das acusações de incitar ao terrorismo e provocar medo, insegurança e desordem pública. Ele também teria atacado a integridade física de indivíduos e membros das forças de segurança do Estado, conforme detalhado pelas autoridades.
De acordo com os números divulgados por Teerã, cerca de 3.100 pessoas morreram durante os protestos, a maioria delas civis e membros das forças de segurança. No entanto, a ONG Human Rights Activist in Iran, com sede nos Estados Unidos, elevou o total de mortos para mais de 7.000.
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