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MADRID, 30 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas executaram na quarta-feira um homem descrito como "um dos principais espies de Israel" no país, depois que ele foi condenado por realizar atividades em nome do Mossad israelense, incluindo o envolvimento no assassinato do coronel da Guarda Revolucionária Hassan Sayad Khodaei, em maio de 2022.
De acordo com relatos da agncia de notícias iraniana Mizan, que está ligada ao aparato judicial do país da Ásia Central, o homem, identificado como Mohsen Langarneshin, foi executado depois que sua sentena foi confirmada pela Suprema Corte após o processo de apelao.
Langarneshin teria sido recrutado pelos servios de inteligncia israelenses em janeiro de 2020 e trabalhou por dois anos "como espio" dentro do Ir, onde realizou "aes importantes, incluindo o apoio a operaes terroristas e a presena no local do assassinato do mártir Jodaei em Teer".
Assim, as autoridades iranianas consideram que o homem "forneceu apoio logístico, técnico e operacional" para um ataque a uma instalao do Ministério da Defesa em Esfahan, além de "entregar dinheiro do Mossad a elementos operacionais dentro do país e alugar casas seguras em várias províncias do país".
Eles enfatizaram que sua culpa "foi comprovada" e apontaram que o homem "tinha um sistema de comunicao seguro com o Mossad", antes de observar que Langarneshin "reuniu-se com altos funcionários do Mossad em duas ocasies, na Geórgia e no Nepal, para receber detalhes de suas misses".
As autoridades enfatizaram que o homem executado era considerado "um dos principais espies do regime (israelense) no Ir", mas Israel ainda no comentou essas alegaes ou a execuo de Langarneshin.
Nos últimos meses, o Ir anunciou a priso de vários supostos espies que trabalhavam em nome dos servios de inteligncia israelenses. Também executou várias pessoas condenadas por tais atividades, em meio s crescentes tenses bilaterais.
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