Publicado 24/09/2025 11:36

O Irã enfatiza na ONU que não está buscando armas nucleares e denuncia a duplicidade de critérios com Israel: "Quem é a ameaça?

Archivo - Arquivo - O presidente iraniano Masud Pezeshkian durante um discurso em Teerã (arquivo)
Mehdi Bolourian/Iranian Presiden / DPA - Arquivo

MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, enfatizou perante a Assembleia Geral das Nações Unidas que seu país vem defendendo "uma região livre de armas de destruição em massa" há décadas, apesar das "acusações espúrias" daqueles que as possuem e "violam flagrantemente o tratado de não-proliferação".

"Não queremos armas nucleares e nunca tentaremos tê-las", reiterou Pezeshkian, que concentrou parte de seu discurso em denunciar os padrões duplos que o Irã sofre em relação a outros países, como Israel e os Estados Unidos.

"Expandimos nosso poder no mundo sem fabricar ou usar armas nucleares, nem massacrando centenas de milhares de pessoas no século 20, nem por genocídio, nem matando de fome as crianças de Gaza", disse ele.

"Quem está perturbando a estabilidade da região e do mundo? Quem é a verdadeira ameaça?", perguntou o presidente iraniano, denunciando o bombardeio de seu país em junho. "Uma agressão selvagem" contra "os princípios mais elementares", afirmou ele.

Pezeshkian contou como, durante esses dois anos, "o mundo testemunhou o genocídio em Gaza", a "repetida violação da soberania" do Líbano, a "devastação" da Síria ou "o ataque ao povo do Iêmen", "com o apoio total do regime mais fortemente armado da face da Terra".

"O mundo não está a salvo das maquinações desse regime", alertou ele sobre Israel. "Em vez disso, é o Irã que está sendo punido", disse ele, lembrando como, na semana passada, o trio formado por Reino Unido, França e Alemanha propôs, "de má fé" e "a pedido dos Estados Unidos", reviver as sanções anteriores.

Pezeshkian também expressou o apoio do Irã aos processos de negociação e paz entre o Azerbaijão e a Armênia, e entre a Rússia e a Ucrânia, bem como ao recente acordo de segurança e defesa entre a Arábia Saudita e o Paquistão. Ele também condenou a "agressão sionista" contra o povo do Qatar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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