Publicado 01/03/2026 22:46

O Irã eleva para 180 o número de estudantes mortas no bombardeio à escola de Minab (sul)

TEERÃ, 1º de março de 2026 — Equipes de resgate e moradores locais tentam salvar feridos dos escombros de uma escola primária para meninas atacada em Minab, província de Hormozgan, no sul do Irã, em 28 de fevereiro de 2026. O número de mortos em um ataque
Europa Press/Contacto/Mehr News Agency

O Ministério da Saúde culpa Israel pelo ataque e afirma que seu exército bombardeou a escola “três vezes”. A UNESCO denuncia “uma grave violação” do Direito Internacional Humanitário. MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde do Irã elevou neste domingo para cerca de 180 o número de vítimas mortais na escola feminina de Minab, na província de Hormozgán, no sul do país, após o bombardeio sofrido pela instituição de ensino neste sábado.

“Ontem, no sul do Irã, cerca de 180 meninas perderam a vida em um único ataque com mísseis”, afirmou nas redes sociais o porta-voz do ministério, Hossein Kermanpour, em referência ao bombardeio sobre a escola primária Sahayare Tayiba.

O número representa um aumento em relação ao balanço divulgado horas antes por seu homólogo no Ministério da Educação, Ali Farhadi, que estimou em 153 o número de estudantes mortas pelo “ataque desumano e anti-humano” que também deixou “outras 95 estudantes feridas” na mesma escola e cuja responsabilidade atribuiu a Israel em entrevista à agência iraniana IRNA, embora o Exército de Israel tenha negado qualquer envolvimento no mesmo.

“Ontem, o regime sionista, em um ato bárbaro e desumano, atacou esta escola primária de meninas com 264 alunas em três ocasiões”, denunciou Farhadi, que também se referiu a outro ataque “brutal” israelense contra uma escola em Abek, na província de Qazvin, no norte do país, que causou a morte de uma de suas alunas.

O ministro também apontou Israel como culpado pelo bombardeio dessa escola de meninas, horas depois que o porta-voz militar israelense Nadav Shoshani negou que o Exército tivesse “conhecimento de qualquer ataque israelense ou americano naquele local até o momento”, apesar de estarem “em condições de fazê-lo”, alegou, gabando-se de estar “eliminando pessoas que se encontram a mais de 1.500 quilômetros de distância”. A UNESCO DENUNCIA “UMA GRAVE VIOLAÇÃO” DO DIREITO INTERNACIONAL

Enquanto isso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) denunciou neste mesmo domingo “o assassinato de alunas em um local dedicado ao aprendizado”, citando o ataque contra a escola de Minab em questão e argumentando que “constitui uma grave violação da proteção que o Direito Internacional Humanitário concede às escolas”.

Isso foi transmitido pela organização em um comunicado divulgado através de suas redes sociais, no qual se mostrou “profundamente alarmada com o impacto que a atual escalada militar no Oriente Médio tem sobre as instituições educacionais, os estudantes e o pessoal docente”.

Nesse sentido, a organização salientou que os ataques contra instituições educativas “colocam em risco estudantes e professores e comprometem o direito à educação” e lembrou “a obrigação de todas as partes de proteger as escolas, os alunos e o pessoal educativo”.

Embora o Irã seja membro da UNESCO, Israel abandonou a organização em 2018 alegando um suposto viés anti-Israel, um dos argumentos também apresentados pela administração de Donald Trump para retirar os Estados Unidos da organização, como fez durante seu primeiro mandato.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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