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MADRID 27 jun. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, voltou a defender a decisão do Parlamento de suspender a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e acusou seu diretor-geral, Rafael Grossi, de agir de forma "perversa" e facilitar os ataques dos Estados Unidos e de Israel.
"Isso é consequência do lamentável papel de Rafael Grossi em esconder o fato de que a agência já havia encerrado todas as questões pendentes há décadas", disse Araqchi na sexta-feira, em uma série de acusações que ele fez ontem à noite na televisão estatal iraniana.
Ele observou que, de uma forma "perversa", Grossi "incentivou diretamente" o Conselho de Governadores da AIEA a adotar "uma resolução politicamente motivada contra o Irã" sobre suas atividades nucleares, o que acabou levando ao bombardeio israelense e norte-americano de três de suas instalações.
"A AIEA e seu diretor-geral são totalmente responsáveis por essa situação sórdida", enfatizou o ministro das Relações Exteriores, lembrando que Grossi "não condenou explicitamente" esses ataques, que também violam os estatutos e as regras internas da própria organização.
Nesse sentido, ele questionou a "insistência" de Grossi em visitar essas instalações, sugerindo que talvez ele seja motivado por outros "interesses perversos" e, portanto, "o Irã se reserva o direito de tomar qualquer medida em defesa de seus interesses, de seu povo e de sua soberania".
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