MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, descartou neste sábado a opção militar e fez um apelo ao “diálogo” para pôr fim ao conflito no Iêmen, que tem se intensificado à medida que os rebeldes houthis e a Arábia Saudita trocam ataques.
“Acreditamos que não há solução militar para a questão do Iêmen, no estreito de Bab al-Mandeb e em outros pontos da região”, afirmou Araqchi em entrevista ao jornal ‘Iran Daily’.
Nesse sentido, ele ressaltou que a situação no Iêmen “não pode ser atribuída ao Irã” e descartou qualquer responsabilidade: “o que está acontecendo em Bab al Mandeb tem raízes antigas, assim como as questões entre o Iêmen, a Arábia Saudita e outros países da região”.
Suas declarações foram feitas dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter responsabilizado o Irã pelos ataques lançados pelos rebeldes houthis contra navios sauditas no Mar Vermelho, ameaçando atacar tanto uns quanto outros caso a milícia iemenita continue atirando contra navios no estreito de Bab al-Mandeb.
O magnata nova-iorquino criticou o fato de os houthis terem lançado ataques contra a Arábia Saudita, reacendendo o conflito entre os dois países, e apontou diretamente Teerã como responsável por essa escalada.
Nas últimas horas, os rebeldes huti do Iêmen reivindicaram a autoria de dois ataques com projéteis perpetrados contra cidades localizadas no sul da Arábia Saudita, os quais ocorreram após um bombardeio da coalizão internacional liderada por Riade contra posições do grupo na cidade iemenita de Hodeida, no oeste do país.
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