Publicado 08/04/2026 16:19

O Irã denuncia a violação de três pontos do acordo-quadro: "Um cessar-fogo ou uma negociação não são viáveis"

Entre as cláusulas, estão a violação do cessar-fogo no Líbano, a entrada de um drone em seu espaço aéreo e a recusa ao enriquecimento

Archivo - Arquivo - TEERÃ, 28 de novembro de 2024  -- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responde a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa em Teerã, Irã, em 27 de novembro de 2024. A COMPANHAR: "Irã está determinado a prom
Europa Press/Contacto/Shadati - Arquivo

MADRID, 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, denunciou nesta quarta-feira que três pontos do acordo-quadro para pôr fim à guerra foram violados pelos Estados Unidos antes do início das conversações entre Washington e Teerã na capital do Paquistão, Islamabad. “Nessas circunstâncias, um cessar-fogo bilateral ou uma negociação tornam-se inviáveis”, afirmou.

“A profunda desconfiança histórica que nutrimos em relação aos Estados Unidos deve-se às suas repetidas violações de todo tipo de compromissos, um padrão que, infelizmente, se repetiu mais uma vez”, declarou em um comunicado divulgado nas redes sociais.

Qalibaf referiu-se ao descumprimento da primeira cláusula do acordo-quadro de 10 pontos, que se refere a um “cessar-fogo imediato em todas as partes, incluindo no Líbano e em outras regiões, com efeito imediato”, após a onda de ataques israelenses registrada durante o dia em território libanês.

Além disso, ele também apontou a violação do espaço aéreo iraniano após um drone “intruso” ter sido abatido pelas forças iranianas na província de Fars, ao mesmo tempo em que afirmou que os Estados Unidos violaram a cláusula relativa ao direito do Irã ao enriquecimento de urânio, que é o sexto ponto do acordo-quadro.

Washington e Teerã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, condicionado à reabertura do estreito de Ormuz, o que abre caminho para negociações no Paquistão com vistas a um acordo mais abrangente que ponha fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel. A comunidade internacional aplaudiu a medida, pedindo sua “aplicação total” e reiterando a via do diálogo para restabelecer a paz na região.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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