Europa Press/Contacto/Foad Ashtari
MADRID 10 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas denunciaram nesta quarta-feira ataques dos Estados Unidos contra instalações “civis” que abastecem de água mais de 20.000 pessoas na província de Hormozgán, no sul do Irã e na costa norte do estreito de Ormuz, e exigiram que o governo Trump preste contas pelo que classificaram como “crime de guerra” e grave violação dos Direitos Humanos.
"Como parte de sua agressão contra o Irã, o Exército dos Estados Unidos atacou deliberadamente infraestruturas civis vitais de abastecimento de água em Sirik, Hormozgán, destruindo dois reservatórios com capacidade total de 2.500 metros cúbicos”, afirmou nas redes sociais o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.
As instalações atacadas, sublinhou Baqaei, fornecem água potável a mais de 20.000 pessoas residentes em cerca de dez aldeias da província.
O porta-voz diplomático enfatizou que o ataque e seus efeitos não são “danos colaterais, mas um crime de guerra calculado e uma violação flagrante dos Direitos Humanos e do Direito Internacional Humanitário”.
“A água é o pulso da vida, e os Estados Unidos estão atacando deliberadamente a fonte de vida do povo iraniano”, afirmou na mesma mensagem, antes de exigir que Washington “preste contas por cometer ataques tão brutais e sistemáticos contra infraestruturas civis que sustentam a vida”.
Anteriormente, o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, lembrou em suas redes sociais que “as infraestruturas críticas são as artérias da vida das pessoas”, pelo que “ameaçar atacá-las, desde as redes de transporte até a indústria elétrica e de água, não é uma demonstração de poder, mas um sinal de desespero diante da vontade de uma nação”.
O mandatário voltou a garantir que Teerã se manterá “firme diante de qualquer pressão e ameaça”, por meio da unidade e da “solidariedade” entre seus cidadãos, bem como “apoiando-se no conhecimento e na capacidade de seus especialistas”.
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