Europa Press/Contacto/Iranian Presidency
Denuncia que esse apoio é incompatível com “buscar a redução da tensão e a estabilidade” e adverte que “cada Estado-membro será responsável pelas consequências”
MADRID, 1 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Irã instou a União Europeia (UE) a escolher entre “agir como um ator independente ou se acostumar a imitar as políticas” dos Estados Unidos a ponto de “confundir essa imitação com autonomia”, afirmando que Bruxelas “parece estar cedendo à coerção norte-americana” após a declaração dos Vinte e Sete acolhendo “com satisfação” as pressões sobre Teerã, inclusive por meio da operação ‘Marginalização Econômica’ lançada por Washington.
“A Europa não pode mais falar em ‘autonomia estratégica’ enquanto se limita a cumprir as ordens de Washington”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, em uma publicação nas redes sociais na qual defende que “a autonomia estratégica não se garante com declarações grandiloquentes”, mas “por meio da capacidade de decidir de forma independente e responsável, mesmo que essas decisões difiram da posição de uma potência maior”.
Nesse contexto, ele afirmou que “a Europa deve escolher: comportar-se como um ator independente ou acostumar-se tanto a imitar as políticas dos outros a ponto de confundir essa imitação com autonomia”.
Dando continuidade à sua argumentação, Baqaei afirmou pouco depois que “a UE parece estar cedendo sua soberania, suas leis e regulamentos, seus valores e sua ética à coerção dos Estados Unidos”.
“De acordo com sua própria legislação, a União Europeia não reconhece a aplicação extraterritorial de leis adotadas por países terceiros e considera tais efeitos contrários ao Direito Internacional. O Estatuto de Bloqueio da UE proíbe expressamente que os operadores da UE cumpram qualquer exigência ou proibição baseada nos estatutos estrangeiros especificados”, destacou.
Diante disso, o porta-voz iraniano questionou “como, então, a União pode agora apoiar as medidas coercitivas unilaterais mais predatórias e ilegais contra o Irã”, antes de afirmar que Bruxelas “se tornou cúmplice da conduta ilegal de Washington”.
Além disso, ele denunciou “uma grave violação do Direito Internacional” no apoio da União à ofensiva econômica dos Estados Unidos e advertiu que “cada Estado-membro da UE será responsável pelas consequências de sua contribuição para esse ato ilícito”.
“A União Europeia não pode apoiar o terrorismo econômico de Washington contra o Irã enquanto afirma buscar a redução das tensões e a estabilidade regional”, afirmou Baqaei, que sustentou que “ambas as posturas são mutuamente exclusivas” e que a adoção, por parte de Bruxelas, dessa posição “irresponsável evidencia a decadência moral e a incompetência política da UE”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático