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MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou nesta quarta-feira que os ataques dos Estados Unidos e de Israel fazem parte de um “padrão sistemático” de guerra contra o Irã desde que, há mais de um mês, lançaram sua ofensiva contra o país asiático, garantindo que, nesse período, mais de 600 centros educacionais foram alvo de seus ataques e denunciando que esses bombardeios “equivalem a genocídio”.
"Não se trata de um ato isolado de crueldade, mas sim de parte de um padrão sistemático e brutal de guerra ilegal contra o Irã. Nos últimos 33 dias, os agressores atacaram deliberadamente mais de 600 escolas e centros educacionais”, afirmou o porta-voz do Ministério, Esmaeil Baqaei, nas redes sociais, onde relembrou o bombardeio a uma escola em Minab que deixou cerca de 170 mortos, a maioria deles alunas do centro.
O porta-voz diplomático considerou, na mesma mensagem, que “o termo ‘crime de guerra’ fica muito aquém para descrever adequadamente essas atrocidades”. “Dada a retórica explícita de hostilidade contra os iranianos (como nação) expressada por autoridades americanas e israelenses, esses crimes equivalem a genocídio”, argumentou.
Teerã elevou no último domingo para mais de 2.000 o número de mortos em consequência dos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel sobre território iraniano, um número que inclui 216 menores de idade, a maioria delas meninas da referida escola.
A ONG Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRANA), com sede nos Estados Unidos, contabilizou, desde o início dos bombardeios em 28 de fevereiro, 1.551 mortes de civis e 1.208 mortes de militares, bem como 702 mortes não classificadas, totalizando 3.461.
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