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MADRID 10 jan. (EUROPA PRESS) -
O governo iraniano enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, na qual denuncia as “interferências” e “ameaças” dos Estados Unidos em coordenação com Israel no contexto da onda de protestos que ocorreram nos últimos dias nas principais cidades iranianas e que causaram dezenas de mortos.
Teerã condena “a conduta ilegal e irresponsável dos Estados Unidos em coordenação com o regime israelense para interferir nos assuntos internos do Irã por meio de ameaças, incitação e fomento deliberado da instabilidade e da violência”, de acordo com a carta, publicada nas redes sociais.
Em particular, aponta o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o “criminoso” primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por defenderem a necessidade de uma “intervenção”, um “resgate” ou “resultados políticos coercitivos” em uma postura “evidentemente coordenada”.
“Eles fomentam a violência, apoiam grupos terroristas, incitam a desestabilização da sociedade e aspiram transformar protestos pacíficos em distúrbios violentos”, afirmou o governo iraniano.
Teerã adverte que nenhuma lei internacional permite que um Estado “incite a violência, desestabilize sociedades ou promova a desordem sob o pretexto dos direitos humanos ou do ‘apoio ao povo’”.
A carta lembra as sanções contra o Irã que “violam os direitos humanos fundamentais” da população ou o bombardeio dos Estados Unidos e Israel contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025, que “resultou em mais de 1.100 mortos inocentes”.
A carta é assinada pelo representante do Irã na ONU, Amir Saeid Aravani, que insta Guterres a distribuir este documento entre os membros do Conselho de Segurança da ONU.
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