Publicado 24/03/2026 23:01

O Irã denuncia ataques contra instalações civis e pede à OMS que proteja os profissionais de saúde contra futuros ataques

Archivo - Arquivo - 3 de novembro de 2023, Genebra, Suíça: O embaixador do regime iraniano, Ali Bahreini, preside o Fórum Social do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O Fórum Social ocorreu nos dias 2 e 3 de novembro no Palais des Nations, em
Europa Press/Contacto/Siavosh Hosseini - Arquivo

MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -

O embaixador e representante permanente do Irã junto às Nações Unidas em Genebra, Ali Bahreini, enviou nesta terça-feira uma carta à Organização Mundial da Saúde (OMS) na qual denuncia vários ataques contra infraestruturas de saúde, petrolíferas e nucleares em seu país, que colocam em risco civis e profissionais de saúde, solicitando, por isso, que o órgão condene essas agressões “deliberadas”, bem como a proteção do setor contra futuras ofensivas.

“Em relação às agressões perpetradas pelo regime israelense e pelos Estados Unidos contra o Irã, devo lembrar mais uma vez que, como consequência desses ataques armados ilegais e não provocados, milhares de civis inocentes, incluindo crianças e mulheres, perderam a vida nas últimas três semanas”, lamentou Bahreini na referida carta, acrescentando nela “graves danos” a “inúmeras infraestruturas e instalações civis, especialmente do setor de saúde”.

De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde do Irã, o embaixador do país da Ásia Central destacou que, devido à “guerra premeditada e injustificada travada pelo regime israelense e pelos Estados Unidos”, pelo menos 21 profissionais de saúde perderam a vida e outros 108 ficaram feridos. A eles somam-se 13 crianças menores de cinco anos que foram registradas no balanço de vítimas — embora sem especificar se morreram ou ficaram feridas —, além dos “graves” danos sofridos em 40 centros médicos, dos quais sete são hospitais que foram “evacuados” e já não estão em funcionamento.

Especificamente, o diplomata referiu-se ao Hospital Imam Ali, na cidade de Andimeshk, no sudoeste do Irã, o qual, segundo ele, “foi deliberadamente atacado duas vezes” durante o Ano Novo iraniano; bem como ao Instituto Pasteur, que sofreu “danos graves e irreparáveis”. Tudo isso somado, segundo dados da Meia Lua Vermelha Iraniana citados pelo diplomata, à destruição de 81.000 instalações civis, entre elas 498 escolas e 17 centros desta última organização.

Diante dessa situação, Bahreini fez um apelo “urgente” à OMS para que “condene veementemente” os “ataques deliberados contra infraestruturas civis de saúde”, bem como para que “adote todas as medidas necessárias para proteger o pessoal de saúde e os centros médicos de novos ataques”.

Por outro lado, o embaixador iraniano aludiu a “vários” ataques contra instalações de armazenamento de petróleo em Teerã, capital do país da Ásia Central, o que, sublinhou, “dadas as suas graves consequências para a saúde e o meio ambiente”, constitui “um caso claro de crimes contra a humanidade”.

“Espera-se que a OMS, em conformidade com seu mandato, investigue este assunto e forneça informações precisas e bem documentadas sobre esses ataques”, afirmou o representante do Irã em Genebra, acrescentando que as instalações nucleares sujeitas às salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Natanz, no centro do país, “têm sido alvo de novos ataques deliberados nos últimos dias”.

Com relação à denúncia sobre esses últimos ataques contra a instalação nuclear de Natanz, o diplomata iraniano afirmou que “tais ações representam um grave perigo, pois podem provocar um desastre radiológico e colocar em risco a vida da população civil no Irã e em toda a região”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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