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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã denunciaram nesta terça-feira ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o campo de gás de South Pars, que teriam provocado incêndios em diversos pontos das instalações na região costeira de Asaluyé, ao mesmo tempo em que prometeram responder a esse ataque, que consideram já ser uma “guerra econômica total”.
Segundo informa a agência Fars, foram registradas fortes explosões em várias refinarias de Asaluyé, que, conforme confirmado posteriormente pelo governador da região, afetaram o importante campo de South Pars, atingido por projéteis dos Estados Unidos e de Israel.
“A situação está sob controle e os bombeiros de South Pars e da zona econômica especial de Pars estão trabalhando para extinguir o incêndio”, indicou ele, para ressaltar que o ataque não deixou vítimas e que um comitê de gestão de crises está lidando com a situação e tomando as medidas necessárias para prestar assistência.
Pouco depois, fontes militares iranianas sinalizaram à Fars que o ataque não ficará sem resposta. “Os inimigos devem esperar uma ação contundente das forças armadas da República Islâmica”, afirmaram, após denunciar que a ofensiva “viola” as infraestruturas de combustível do país.
“Atacaremos com veemência a fonte da agressão e o inimigo. Consideramos legítimo atacar a infraestrutura de combustível, energia e gás do país de origem e tomaremos represálias contundentes na primeira oportunidade”, alertaram, insistindo que o ataque contra o campo de gás compartilhado com o Catar constitui uma escalada no conflito.
“GUERRA ECONÔMICA TOTAL”
Nesse sentido, Teerã insistiu que a guerra passou “de confrontos limitados e localizados para uma guerra econômica total”.
“A partir desta noite, as linhas vermelhas mudaram. Se o inimigo pensava que, com esses ataques, poderia aumentar a pressão sobre o Irã para forçá-lo a ceder, cometeu um erro de cálculo fatal", alertaram as referidas fontes militares, avisando que o Irã reforçará suas retaliações.
Assim, ameaçaram que as consequências do ataque cheguem a Washington e seus aliados, ressaltando que a segurança energética na região "chegou a zero".
"Com esse ato insensato, a fumaça dos incêndios nas refinarias do Irã não só se elevará no céu de Asaluyé, mas também afetará os cálculos econômicos da Casa Branca e do Pentágono", indicaram, prevendo que os mercados energéticos enfrentarão um "novo choque".
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