Europa Press/Contacto/Us Navy/Us Navy
MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
A autoridade iraniana responsável pela gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz definiu nesta quarta-feira uma “zona de supervisão” para o controle da navegação nessa passagem, poucos dias após a criação desse mecanismo que permitirá cobrar pedágios das embarcações que desejarem atravessá-lo, no âmbito do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos após o início do conflito em 28 de fevereiro passado.
A chamada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês) indicou que essa área delimitada por Teerã abrange “a linha que liga Kuh e Mubarak, no Irã, ao sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos", na entrada oriental de Ormuz, até "a linha que liga a ponta da ilha de Qeshm, no Irã, e Um al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, a oeste do estreito".
“O tráfego nesta zona que pretenda atravessar o estreito de Ormuz requer coordenação com, e autorização da, PGSA”, assinalou em suas redes sociais.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou no início desta semana a criação desta entidade, precisando que ela oferecerá “atualizações em tempo real” sobre as operações no estreito de Ormuz.
Em uma de suas primeiras mensagens, a nova instituição ressaltou que a navegação no Estreito de Ormuz “está sujeita a uma coordenação completa” com essas entidades, pelo que “a passagem sem permissão será considerada ilegal”.
Os Estados Unidos e o Irã estão imersos em um processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as diferenças nas posições tenham impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que sediou um primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo firmado em 8 de abril, prorrogado desde então por tempo indeterminado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
O bloqueio do Estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona por parte das forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.
O inquilino da Casa Branca anunciou uma iniciativa humanitária para escoltar navios presos no Golfo Pérsico, embora, no último dia 5 de maio, tenha suspendido o plano — denominado Projeto Liberdade — a pedido de países terceiros e devido ao estado atual das negociações diplomáticas.
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