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MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, advertiu nesta quarta-feira que seu país “não renunciará” a “linhas vermelhas” como o direito de enriquecer urânio, a posse de urânio enriquecido, o controle do estreito de Ormuz e o levantamento das sanções.
“O Irã não se deixará intimidar pela retórica de (o presidente dos Estados Unidos, Donald) Trump e não renunciará às suas linhas vermelhas: o direito de enriquecer urânio, a posse de urânio enriquecido, o controle do estreito de Ormuz e o levantamento das sanções”, indicou Azizi em uma mensagem nas redes sociais.
Na opinião do presidente da referida comissão iraniana, “é evidente” que o inquilino da Casa Branca, “em sua busca” por uma “saída para este impasse estratégico”, optou por “alternar entre lançar ameaças e fazer apelos para chegar a um acordo”.
Foi nesta mesma quarta-feira que os Estados Unidos classificaram como “pura invenção” o esboço do acordo que, segundo a mídia oficial iraniana, estaria sendo negociado entre Washington e Teerã para reabrir o estratégico estreito de Ormuz e que daria ao Irã o controle do mesmo.
Pouco depois, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que foram alcançados “alguns avanços” no âmbito das negociações com a República Islâmica para pôr fim ao conflito iniciado no último dia 28 de fevereiro, após a ofensiva liderada por Washington em conjunto com Israel contra Teerã e as represálias deste último em vários países do Oriente Médio.
“O Irã nunca terá uma arma nuclear. E se os acontecimentos recentes serviram para alguma coisa, foi para nos lembrar mais uma vez que eles são o principal patrocinador do terrorismo no mundo e que jamais poderão ter uma arma nuclear”, destacou Rubio, em uma reunião de gabinete.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, destacou a “importância capital” que, neste momento, tem a “solidariedade” e a “cooperação entre os Estados da região” do Oriente Médio.
“Os líderes muçulmanos amantes da paz se uniram para facilitar a paz. Isso está ocorrendo em um momento muito delicado. A história vai se lembrar de tudo”, destacou Araqchi em uma mensagem nas redes sociais.
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