Publicado 11/05/2026 05:26

O Irã defende que sua última proposta aos EUA para pôr fim à guerra é “legítima” e “generosa”

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, durante uma coletiva de imprensa em abril de 2026 (arquivo)
Europa Press/Contacto/Foad Ashtari

Teerã insiste que o objetivo é “o fim da guerra” e “o fim do bloqueio e da pirataria” no Golfo

MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS) -

O governo do Irã defendeu nesta segunda-feira que sua última proposta aos Estados Unidos para chegar a um acordo para o fim do conflito no Oriente Médio é “legítima” e “generosa”, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o documento entregue por Teerã é “totalmente inaceitável”.

“Nossa exigência é legítima. Pedimos o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria e a liberação dos bens iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido às pressões americanas", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.

Assim, ele detalhou que parte da resposta do Irã inclui também “a passagem segura pelo estreito de Ormuz e a garantia da segurança na região e no Líbano”. “É considerada uma oferta generosa e legítima para a segurança regional”, afirmou, segundo a emissora pública iraniana IRIB.

Baqaei lamentou, por isso, que “os Estados Unidos continuem insistindo em sua postura tendenciosa”, ao mesmo tempo em que enfatizou que o Irã “não exigiu nenhuma concessão” por parte de Washington. “Pedimos o fim da guerra e da pirataria marítima contra navios iranianos”, destacou.

Nesse sentido, ele advertiu novamente que “qualquer intervenção em assuntos relativos ao Estreito de Ormuz apenas complicará a situação” e se recusou a se pronunciar sobre a possibilidade de a Rússia aceitar a entrega, pelo Irã, de suas reservas de urânio para facilitar um acordo.

“No momento, estamos focados em pôr fim à guerra”, explicou. “Discutiremos posteriormente qualquer decisão relativa ao programa nuclear e seu material, quando chegar a hora”, concluiu.

As palavras de Baqaei vieram depois que Trump indicou em uma mensagem nas redes sociais que “não gosta nada” da proposta do Irã.

Os Estados Unidos e o Irã estão imersos em um processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as diferenças nas posições tenham impedido, até agora, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que sediou um primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo firmado em 8 de abril, prorrogado desde então sem prazo determinado por Trump.

O bloqueio do Estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona pelas forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo. Apesar disso, ambos os países mantêm seus contatos por meio da mediação de Islamabad.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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