Publicado 25/06/2026 04:15

O Irã defende que a “passagem segura” pelo Estreito de Ormuz “só é possível” por sua rota e rejeita o corredor de Omã

KHASAB, 20 de junho de 2026  -- Esta foto, tirada em 20 de junho de 2026, mostra o Estreito de Ormuz próximo a Khasab, uma pequena cidade no norte de Omã. Imagem: 1111433599, Licença: Direitos gerenciados, Restrições: , Autorização do modelo: não  , Crédi
Wen Xinnian / Xinhua News / Europa Press / Contact

MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou nesta quinta-feira que a “passagem segura” pelo estreito de Ormuz “só é possível” pela rota anunciada por Teerã, qualificando de “inaceitável e extremamente perigosa” a divulgação, por parte do Centro de Segurança Marítima (MSC) de Omã, de um “corredor” facilitado pelo Sultanato “em coordenação com a Organização Marítima Internacional (OMI)”.

“Há algumas horas, sem informar nem coordenar com a República Islâmica do Irã, algumas autoridades anunciaram uma nova rota para os navios no Estreito de Ormuz, o que é inaceitável e extremamente perigoso”, criticou a Marinha da Guarda Revolucionária em um comunicado divulgado na madrugada pela agência semioficial iraniana Fars.

No mesmo comunicado, o braço militar ressaltou que “a única rota permitida para a travessia do Estreito de Ormuz é a anunciada pela República Islâmica do Irã, e que o tráfego marítimo fora dessas rotas é muito perigoso e está proibido”. “Alertamos que evitem rigorosamente qualquer tráfego fora das rotas anunciadas”, acrescenta o texto.

Nesse contexto, destacou como “necessária” a coordenação com a Guarda para transitar por essa passagem marítima estratégica e advertiu que “serão tomadas medidas contra os navios que infringirem essa norma”.

O comunicado foi divulgado poucas horas depois de o Centro de Segurança Marítima de Omã ter compartilhado nas redes sociais “algumas diretrizes para os navios que transitam pelo Estreito de Ormuz no corredor habilitado pelo Sultanato de Omã em coordenação com a Organização Marítima Internacional”.

“O corredor é uma via transitória para facilitar a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz”, destacou o MSC, que estima a distância da rota em 62,2 milhas náuticas (cerca de 115,2 quilômetros).

Essa troca de opiniões ocorre menos de dois dias depois que Mascate e Teerã concordaram em criar um grupo de trabalho conjunto para chegar a um acordo sobre a “futura administração da navegação” pelo Estreito de Ormuz, incluindo “discussões” com os Estados ribeirinhos do Golfo Pérsico e “outras partes relevantes”, antes de insistir em seus “direitos soberanos” sobre essa passagem estratégica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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