Europa Press/Contacto/Iranian Foreign Ministry
MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) - O Irã defendeu que Omã seja o local das negociações nucleares com os Estados Unidos, após enfatizar que “não houve nenhum acordo para se reunir em outro lugar”, apesar da mediação exercida nos dias anteriores pela Turquia, que alimentou o cenário de um encontro em Istambul.
“A realidade é que não houve nenhum acordo para realizar esta reunião em nenhum outro lugar que não fosse Omã”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, em declarações recolhidas pela agência estatal IRNA. Desta forma, reivindicou o papel de Mascate, apesar de vários países da região terem manifestado a sua disponibilidade para acolher as conversações. “Dado que fazemos parte das negociações, nossa experiência positiva com a mediação de Omã, nossa abordagem de que o eixo das negociações foi e continua sendo a questão nuclear, e por outras razões, decidiu-se que a sede das conversações seria Mascate”, declarou.
Nesse sentido, ele lembrou que Omã foi "o mesmo lugar onde os Estados Unidos desmantelaram a mesa de negociações em junho passado", quando as negociações foram abruptamente interrompidas com ataques de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica. Baqaei agradeceu "a boa vontade e os bons ofícios" dos países da região. Os auspícios da Turquia, juntamente com as declarações de Washington, alimentaram a ideia de que o encontro poderia ocorrer em Istambul. Nos dias que antecederam a reunião em Omã, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, manteve conversações com seus homólogos do Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Omã, Paquistão e Turquia. Na mesma linha, o presidente Masud Pezeshkian entrou em contato com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático