Araqchi afirma que as mortes “buscam justificar uma intervenção americana” MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, defendeu nesta terça-feira o corte da Internet durante os fortes protestos que ocorrem no país há semanas e garantiu que a medida foi introduzida depois que o país “foi ameaçado por operações terroristas ordenadas do exterior”.
“Os serviços de segurança foram capazes, em questão de dias, de prender grande parte desses elementos e obter confissões a esse respeito, que indicam que eles estavam recebendo dinheiro em troca de atos específicos de sabotagem”, afirmou durante uma entrevista à rede de televisão catariana Al Jazira.
Nesse sentido, ele esclareceu que o objetivo das mortes registradas durante as manifestações é “justificar uma intervenção americana” no país, palavras que vêm depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou lançar um ataque contra o Irã para “fazê-lo pagar um alto preço por reprimir os protestos”.
Em relação à questão nuclear, o ministro iraniano reiterou seu compromisso de “fazer uso pacífico da energia nuclear” e voltou a rejeitar a ideia de que o país possui armas nucleares. Além disso, indicou que o Irã “não deixará de enriquecer urânio”, embora esteja disposto a “abordar qualquer preocupação em relação à confiança com países terceiros em troca da retirada das sanções”. Por outro lado, insistiu em ponderar a via militar caso os Estados Unidos lancem uma agressão, uma questão para a qual disse estar “preparado”. “O Irã não quer uma guerra, mas está totalmente preparado para uma guerra”, acrescentou Araqchi.
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