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Teerã quer que seus direitos sejam "reconhecidos" nas negociações nucleares
MADRID, 16 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta quinta-feira que o país asiático "dá as boas-vindas" às empresas norte-americanas que querem investir em suas indústrias de petróleo e gás.
"O Irã não proíbe a presença de empresas norte-americanas", mas que essa proibição foi "imposta pelos próprios Estados Unidos", disse ele em declarações à agência de notícias iraniana IRNA durante a apresentação de seu livro, 'The Power of Negotiation'.
Araqchi disse que as empresas norte-americanas não puderam investir desde que a Casa Branca impôs as sanções iniciais que se seguiram à saída de Washington do acordo nuclear em 2018.
Em relação às negociações atuais sobre a questão nuclear, o chefe da diplomacia iraniana garantiu que o Irã está "pronto para construir confiança e transparência em torno de nosso programa nuclear em troca do levantamento das sanções".
"Estamos prontos para continuar as negociações (...) até que o outro lado (...) esteja pronto para chegar a um acordo que reconheça nossos direitos", disse Araqchi, acrescentando que, se eles chegarem a uma estrutura de entendimento e acordo, outras questões que ainda não foram alcançadas também serão levantadas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quinta-feira que está "muito próximo" de um possível acordo com o Irã sobre seu programa nuclear, mas novamente ameaçou com "violência sem precedentes" se o acordo não for alcançado.
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