Publicado 01/09/2026 12:04

O Irã critica a UE por apoiar a pressão dos EUA e afirma que ela “se afasta de todos os valores que diz defender”

24 de agosto de 2026, Teerã, Irã: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, fala durante sua coletiva de imprensa semanal em Teerã, Irã, em 24 de agosto de 2026. Baghaei respondeu às perguntas dos repórteres sobre a polític
Europa Press/Contacto/Iranian Presidency

MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -

As autoridades do Irã criticaram nesta terça-feira a União Europeia por apoiar a pressão dos Estados Unidos e alertaram que ela está “errada” ao alinhar-se com Washington e que “se afasta de todos os valores que afirma defender”.

“Se a Europa acredita que, ao investir capital na questão do Irã, pode conquistar respeito e consolidar sua posição perante os Estados Unidos, está muito enganada”, advertiu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, que, em coletiva de imprensa em Teerã, enfatizou que “a complacência e a submissão” a Washington apenas aumentam “sua influência”.

Dessa forma, ele destacou que a declaração de que manterá a pressão contra a República Islâmica consolida o “desvio de todos os valores que diz defender”. “Eles até deixaram de lado o chamado Estatuto de Bloqueio na regulamentação adotada pela União Europeia”, criticou.

O porta-voz iraniano alertou que o cumprimento das sanções norte-americanas viola o Direito Internacional e constitui um ato “internacionalmente ilícito”, pelo que a UE estará cometendo uma “clara violação de sua própria legislação”.

“À custa de renunciar à sua independência e à soberania dos Estados-membros, à custa de violar o Estado de Direito, a UE se submeteu aos Estados Unidos”, afirmou Baqaei, ressaltando que o bloco apenas conseguirá “manchar ainda mais sua própria reputação”.

Da mesma forma, ele insistiu para que a UE “reflexione” sobre experiências passadas, após apontar que sua “adesão” aos Estados Unidos lhe custou a possibilidade de desempenhar um papel nas negociações, depois de ter atuado como mediador nas conversas nucleares que resultaram em um acordo em 2015.

“Para conquistar o respeito, é fundamental não desrespeitar os outros. Os europeus deveriam aceitar isso de nós, que há décadas lutamos contra os excessos e a arrogância dos Estados Unidos”, afirmou.

A UE reiterou nesta segunda-feira que continuará trabalhando “em estreita colaboração” com os Estados Unidos e com outros parceiros do G7 e internacionais para “manter a pressão sobre” o Irã para uma redução da tensão, além de ter reivindicado “esforços diplomáticos” para que se chegue a um acordo de paz e se garanta a liberdade de navegação pelo estreito de Ormuz.

Foi o que destacou o bloco comunitário em uma declaração emitida no contexto da reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20, que ocorre nos dias 31 de agosto e 1º de setembro na cidade norte-americana de Asheville.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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