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MADRID 10 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã denunciaram nesta quarta-feira que os Estados Unidos estão usando a Copa do Mundo de futebol “para humilhar e discriminar outras nações”, criticando as dificuldades para entrar no país em comparação com a “acolhida calorosa” de outro dos coorganizadores, como o México.
“A Copa do Mundo de futebol foi concebida como uma celebração global do futebol, não como uma oportunidade para humilhar e discriminar outras nações”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, em uma mensagem nas redes sociais na qual ele ressalta que o futebol é uma plataforma para “a competição saudável e para aproximar as nações, não uma desculpa para abrir a caixa de Pandora de velhos rancores e desencadear complexos profundamente enraizados”.
Dessa forma, o Irã contrastou “o tratamento inadequado e desrespeitoso dispensado a jogadores, árbitros e convidados nos pontos de entrada nos Estados Unidos” com a “recepção calorosa e cortês que o povo mexicano oferece às seleções de futebol”.
Segundo ele, isso expõe os Estados Unidos como país anfitrião do evento esportivo, insistindo que isso “não se mede apenas pelas instalações esportivas ou pela grandiloquência política, mas pela qualidade do tratamento dispensado àqueles que chegam ao país por amor ao futebol”.
Essa mensagem surge em meio a tensões entre os Estados Unidos e o Irã também em relação à Copa do Mundo, depois que Teerã avisou que a seleção iraniana abandonará a competição se houver protestos no estádio contra os líderes da República Islâmica, um conflito que se soma ao fato de o Irã ter transferido seu campo de treinamento do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana, e a equipe só poderá viajar no dia da partida para disputar seus jogos em solo americano.
Esses casos se somam à situação do árbitro somali Omar Artan, a quem as autoridades dos Estados Unidos negaram a entrada no país, onde ele estava escalado para apitar no âmbito da Copa do Mundo de Futebol que será disputada a partir desta quinta-feira nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
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