Iranian Foreign Ministry/ZUMA Pr / DPA - Arquivo
MADRID 30 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas criticaram nesta quarta-feira a “atitude” do governo do Bahrein de “impor punições desumanas” ao “autêntico povo bahreinita”, incluindo a “retirada de sua cidadania”, dias depois de Manama ter condenado cinco pessoas à prisão perpétua por espionagem e preparação de ataques em conjunto com o Irã.
“A medida do governo do Bahrein de revogar a cidadania de cidadãos bahreinitas sob o pretexto de sua simpatia pela República Islâmica do Irã e de expressar seu ódio pelos crimes dos Estados Unidos e de Israel contra a nação iraniana constitui uma violação flagrante dos Direitos Humanos e uma demonstração da abordagem discriminatória dos governantes deste país em relação ao seu próprio povo”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, em declarações divulgadas pelo próprio ministério nas redes sociais.
Assim, após condenar a decisão do governo do referido país do Golfo Pérsico de “retirar a cidadania de vários cidadãos bahreinitas” por motivos que qualificou de “infundados”, Baqaei defendeu que o Executivo daquele país não "desvie", por meio "dessa propaganda", a opinião pública de sua nação e da região de "sua responsabilidade direta no apoio e na cooperação com os agressores americanos e israelenses contra a nação iraniana".
As referidas condenações contra cinco dos acusados, dois dos quais eram de nacionalidade afegã — sendo um deles absolvido —, foram acompanhadas da ordem de expulsão permanente dos condenados estrangeiros.
No contexto dos ataques iranianos contra os países do Golfo, o órgão de Justiça do Bahrein proferiu sentenças de prisão de cinco a dez anos, com multas de 2.000 dinares bahreinitas, cerca de 4.500 euros.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático